terça-feira, 16 de novembro de 2010

Palavrantiga

por Ricardo Oliveira
Palavrantiga é acreditar na poesia da vida – seus percursos alegres ou não – expressada através da música e da escrita.

Desde o lançamento do seu primeiro EP (Palavrantiga – Volume 1) em 2008, ficou claro para quem conheceu o som: quatro roqueiros dispostos a fugir de qualquer caminho óbvio em suas composições, instrumental ou liricamente, expressando sua fé, dúvidas e sua vontade de continuar caminhando.

História pra contar.

Dois mineiros, dois capixabas. Eles já tocam juntos há mais de 5 anos participando de outros projetos e desde 2008 são o Palavrantiga. Cada um faz coisas diferentes em trabalhos paralelos ou estudos, mas antes da faculdade já havia algo em comum que, obviamente, os uniu como banda – a música. Marcos Almeida estuda Arte-Educação, Lucas Fonseca está na faculdade de História, já Felipe Vieira estuda Engenharia Ambiental e Josias Alexandre está perto de ser um engenheiro eletricista. E se nada disso consegue se conectar na sua cabeça imagine que tudo pode inspirar uma boa música.

A expressão Palavrantiga, mais do que um neologismo, é um conceito. “É a união de 4 amigos que se divertem com a boa nova da reconciliação em suas vidas, dia após dia”, afirma Felipe Vieira, contra-baixista. Uma banda que deseja transmitir uma idéia necessária ao viver desses tempos, que se resume numa única expressão sempre usada pelos membros da banda e que vem se espalhando entre os amigos: “Alegria sempre!”.

O feedback do conceito e de tudo que foi produzido a partir dele é extremamente positivo e gera ainda mais sorrisos. Foram mais de 4.000 EPs vendidos em um ano, utilizando o formato SMD – inovador e ideal para uma banda independente que está no início. “O EP em formato SMD possibilitou que mais pessoas nos conhecessem, acredito que nesse sentido ele foi mais eficiente que um CD convencional”, enfatiza Josias Alexandre, guitarrista.

Um número expressivo, ainda somado a quase 130 mil “plays” distribuídos pelas músicas do MySpace, além de 7 comunidades criadas no Orkut. A maior delas já passou dos 1.700 membros ativos e ávidos em receber mais novidades sobre a banda. Desde a simples cifra de uma faixa do EP, até discussões mais elaboradas sobre a poesia das canções. Há apenas poucos meses o grupo está no Twitter e seu número de seguidores não para de crescer. É por lá que agora se pode encontrar o cotidiano de pessoas que citam versos de Palavrantiga em 140 caracteres. Um espaço mais dinâmico e rápido para divulgação de novidades da banda e contato direto com os amigos.
Para o grupo, qual o segredo deste caminhar inicial bem sucedido? “Vi que a gente estava dando esperança para muitas pessoas”, explica Marcos Almeida sobre seus encontros com amigos que admiram o som do Palavrantiga. “É basicamente esse o teor das conversas: esperança, edificação, gratidão, alegria!”, completa o cantor.

Palavrantiga - Rookmaaker

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A Arte Não Precisa de Justificativa

Lançamento pela Editora Ultimato: A Arte Não Precisa de Justificativa de  Hans R. Rookmaaker

A Arte Não Precisa de Justificativa é uma leitura para todos os cristãos que desejam usar seus talentos para a glória daquele que os presenteou. É um chamado aos artistas, artesãos e músicos cristãos para que chorem, orem, pensem e trabalhem. Para o autor, qualquer discussão sobre o papel da arte deve ser precedida por uma afirmação básica: a arte não precisa de justificativa — nem por motivos religiosos ou propósitos evangelísticos, nem por fins econômicos ou políticos.

É verdade que, quase sempre, vemos os artistas como sumos sacerdotes da cultura — nossos gurus — ou como celebridades e bobos da corte. Ao mesmo tempo, esperamos que eles criem coisas de valor quase eterno, sobre as quais se possa conversar séculos depois. No entanto, se os artistas quiserem alcançar sucesso, é preciso aderir à moda e ter apelo comercial. Para Rookmaaker, esse não é um problema novo.

“As coisas têm valor por aquilo que são, e não pelas funções que exercem, por mais que estas sejam importantes.”

* * *

“Às vezes os cristãos produzem música ruim porque não têm talento, porque não se esforçam o suficiente ou porque demonstram sua natureza pecaminosa. Às vezes o mundo produz boa música. [...] A música não é apenas letra. Sua expressão é total, e mais na melodia, no ritmo e na harmonia do que na letra. Claro, isso não significa que se pode escrever qualquer coisa. [...]

A vida e a arte são complexas demais para aplicarmos regras legalistas. Porém, isso não significa que não há normas. [...] Falar de música cristã não significa necessariamente falar de uma música cuja letra transmita uma mensagem bíblica explícita ou expresse a experiência de uma vida de fé e obediência piedosa. [...] A “Paixão de São Mateus”, de Bach, é cristã, assim como os “Concertos de Brandenburgo” o são. Não são apenas as letras das cantatas que são cristãs, mas também a parte instrumental. Se não for assim, estaremos reduzindo o cristianismo e excluindo do comprometimento com Deus, nosso Senhor e Salvador, uma grande parte da nossa vida, que deve manifestar o fruto do Espírito.”

Para ler um trecho Clique Aqui.

Autor de A Arte Não Precisa de Justificativa, Hans R. Rookmaaker
(1922-1977) foi fundador e professor do departamento de história da arte da Universidade Livre de Amsterdã e, talvez, o principal historiador e crítico cultural protestante do século 20. Deixou dezenas de livros publicados, abordando as relações entre a cultura e o cristianismo, centenas de artigos, como também departamentos de arte estruturados tanto na Europa como nos Estados Unidos.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Vocação e Frustração


Queremos mesmo integrar nossa fé em cada aspecto da vida, incluindo a profissão. Queremos ser pessoas completas, íntegras (a palavra provém do termo latino que significa "tudo"). Não faz muito tempo, conheci um novo convertido que se torturava em aplicar a fé ao seu trabalho como professor de arte.
"Quero que toda a minha vida reflita minha relação com Deus", disse-me. "Não quero que minha fé fique em um compartimento e minha arte em outra."
Todos concordamos com Dorothy Sayers que disse que se a religião não fala com nossa vida de trabalho, então não tem nada a dizer sobre o que fazemos a maior parte do tempo; portanto, não admira que as pessoas digam que a religião é irrelevante! "Como alguém pode permanecer interessado numa religião que não se interessa com 90% da vida?"
No dualismo secular/sagrado, o trabalho comum é denegrido, ao passo que o trabalho na igreja é exaltado como mais valioso. No livro Roaring Latnbs (Cordeiros que Balem), Bob Briner descreve seus dias de estudante em uma faculdade cristã, onde a suposição tácita referia-se à idéia de que o único modo de realmente servir a Deus era num trabalho cristão em tempo integral. Já sabendo que desejava uma profissão na administração esportiva, Briner, escreve:"Sentia-me como seu eu fosse um tipo de cidadão estudantil de segunda classe. Meus colegas que se preparavam para o ministério pastoral, ou serviço missionário, eram tratados como se estivessem fazendo o verdadeiro trabalho da igreja. Os demais eram os coadjuvantes".
A mensagem subjacente era que as pessoas em profissões comuns podem contribuir com suas orações e apoio financeiro; nada mais. "Quase nada em minha igreja ou experiências na faculdade apresentava a possibilidade de uma vida cristã dinâmica e envolvida fora do ministério", conclui Briner. "Ouvimos falar de ser sal e luz, mas ninguém nos diz como ser isso." Ele recebia apoio insincero à idéia de dedicar seu trabalho a Deus, mas o que tudo isso parecia significar era: Faça o melhor que puder e não cometa nenhum pecado hediondo.
O mesmo dualismo secular/sagrado quase acabou com os talentos criativos dos fundadores de vídeos excentricamente engraçados, conhecidos nos Estados Unidos. Phil Vischer diz que sempre soube que queria fazer cinema, mas "a mensagem implícita que recebi enquanto crescia era que o ministério de tempo integral era o único serviço cristão válido. Cristãos jovens deviam almejar ser ministros ou missionários". Assim, com submissão, fez as malas e foi para a faculdade de teologia estudar, a fim de ingressar no ministério.
No entanto, quanto mais via a influência tremenda que os filmes exerciam nas crianças, mais se conscientizava de que era importante produzir filmes de alta qualidade. Por fim, resolveu: "Imaginei que Deus poderia usar um ou dois cineastas, a despeito do que as pessoas dissessem". Desistindo da faculdade de teologia, ele e seu amigo, Mike Nawrocki, abriram uma produtora. Enquanto seus ex-colegas se transformavam em líderes de mocidade e pastores, eles se transformaram nas vozes de dois personagens famosos:Tomate Bob e Pepino Larry. Os vídeos são muito populares por suas mensagens bíblicas e humor ardiloso. Se estes dois desistentes de faculdade de teologia não tivessem por livre e espontânea vontade divergido da mentalidade secular/sagrado e não tivessem decidido que os cristãos têm uma chamada válida no campo da produção de filmes, talvez seus talentos nunca teriam sido úteis para a igreja.Todo membro do Corpo de Cristo tem um talento para o benefício do todo, e quando esses dons são anulados, todos perdemos.
A influência da divisão secular/sagrado é menos surpreendente quando percebemos que muitos pastores e professores a assimilam. Um superintendente escolar me contou que a maioria dos pedagogos define o "professor cristão" estritamente em termos de comportamento pessoal: coisas como dar um bom exemplo e mostrar preocupação pelos alunos. Quase nenhum o define em termos de transmitir uma cosmovisão bíblica nas matérias que ensinam (literatura, ciência, estudos sociais ou artes). Em outras palavras, eles se preocupam em ser cristão no trabalho, mas não pensam a respeito de ter uma estrutura bíblica sobre o trabalho.
Em muitas escolas cristãs, a estratégia típica é inserir em sala de aula certos elementos "religiosos" estreitamente definidos, como oração e memorização da Bíblia, e depois ensinar as mesmas coisas que as escolas seculares. O currículo apenas estende uma camada de devoção espiritual em cima da matéria escolar, como algo supérfluo, enquanto o próprio conteúdo permanece o mesmo.


Trecho do livro de PEARCY, Nancy. Verdade Absoluta: Libertando o cristianismo de seu cativeiro cultural. Tradução de Luis Aron. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 526 p. (p. 38-40)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O Verdadeiro Jesus Cristo

Vem aí o V Ciclo de Palestras L’Abri-AKET com o tema:  
O Verdadeiro Jesus Cristo

Saiba mais no Blog do labri.brasil clicando AQUI.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Cosmovisão é Mais do que Uma Questão Educacional

A medida que o conceito de cosmovisão se torna comum, é fácil ser mal compreendido. Alguns a encaram como outra matéria acadêmica a dominar — um exercício mental ou estratégia de "como fazer". Outros tratam a cosmovisão como se fosse uma arma na guerra cultural, uma ferramenta para o ativismo mais eficaz. Outros ainda (valha-me Deus!) a tratam pouco mais que uma nova palavra de efeito ou um recurso publicitário usado para deslumbrar o público e atrair doadores.
O pensamento da genuína cosmovisão é muito mais que estratégia mental ou nova informação nos acontecimentos atuais. Em seu cerne, é um aprofundamento de nosso caráter espiritual e do caráter de nossa vida. Começa com a submissão de nossa mente ao Senhor do universo — a disposição voluntária de sermos ensinados por Ele. A força motriz dos estudos da cosmovisão tem de ser um compromisso a: "Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento..." (Lc 10.27)
É por isso que a condição crucial para o crescimento intelectual é o crescimento espiritual, pedindo a Deus a graça de levar "cativo todo entendimento à obediência de Cristo" (2 Co 10.5). Deus não é apenas o Salvador de almas, é também o Senhor da criação. Um modo de reconhecermos seu senhorio é interpretar todo aspecto da criação, levando em conta a verdade divina. A Palavra de Deus torna-se os óculos que oferecem nova perspectiva sobre todos os nossos pensamentos e ações.
Como ocorre com cada aspecto da santificação, a renovação da mente é dolorosa e difícil. Requer trabalho duro e disciplina, inspirado por um amor sacrificai a Cristo e um desejo ardente de edificar o seu Corpo, a Igreja. Para termos a mente de Cristo, devemos estar dispostos a sermos crucificados com Ele, indo aonde quer que nos conduza — a qualquer preço. "Pois que por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus" (At 14.22). A medida que nos submetemos ao refinamento no fogo do sofrimento, nossos desejos são purificados e acabamos desejando nada mais que curvar toda fibra de nosso ser, inclusive nossas faculdades mentais, para cumprir a Oração do Senhor:"Venha o teu Reino".Ansiamos por entregar todos os nossos talentos e dons aos seus pés a fim de promover os seus propósitos no mundo. Desenvolver uma cosmovisão cristã significa submeter nosso "eu" a Deus, em ato de devoção e serviço a Ele.

Trecho do livro de PEARCY, Nancy. Verdade Absoluta: Libertando o cristianismo de seu cativeiro cultural. Tradução de Luis Aron. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 526 p. (p. 28-29)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Na precariedade de sua carne

A boa difusão de uma mensagem requer arautos fiéis aos seus termos. A difusão de uma mensagem específica, a do evangelho, sempre exigiu mais. O ato de disseminar o evangelho em nada se compara ao árduo labor de copistas medievais, dobrados com fidelidade canina aos seus manuscritos; não se trata, em termos menos sinuosos, de ser fiel à letra, ao que foi gravado acerca das boas novas em tinta prudentemente estável.

O que perdemos de vista foi o escândalo da encarnação e o que dele decorre: o evangelho só pode avançar pelas mesmas vias ardentes em que trafega o sangue humano. O reino, que está potencialmente entre nós, é instaurado pelo afeto, não pela pregação expositiva; pela compaixão, não pela defesa ensandecida de sublimados sistemas.

Desbastando os helenismos que foram se acumulando em camadas rígidas sobre o evento encarnacional, chegaremos ao elementar princípio de que não fomos comissionados ao patronato de ideias abstratas; é dizer, não nos foi dada carta branca para amalhoar todas as culturas nas cercanias de nossos castelos conceituais.

Ninguém pode, com o plano de salvação no bolso do casaco, fazer o evangelho avançar meia légua que seja, pela boa razão de que plano de salvação, assim universalmente estabelecido, é delirante ilusão e doce segurança contra as exigências vertiginosas da contingência e da liberdade. É o já denunciado devaneio de que a salvação virá pela difusão das crenças corretas.

Não é demasiado lembrar que o Filho do Homem tecia para cada circunstância um gesto próprio, que de ninguém se aproximava com planos inflexíveis e respostas prontas, e que chavões não frequentavam sua boca indomável. Antes, acercava-se da gente com penetrante respeito e assombro, como quem se aproxima de universos ainda indevassados.

Em seu exemplo apreendemos que a mensagem do evangelho é de tal natureza que para ser expandida depende fundamentalmente não de nossa voz e de nossa lógica, mas de nossa coragem e de nosso sangue. Não depende tanto de uma especial aptidão em expor conceitos, suplica antes a disposição em sentar-se generosamente com adúlteras e banquetear sem recato com publicanos.

Ao arauto cumpre abandonar as solenes proclamações e tornar-se, na precariedade de sua carne, a própria mensagem.


FONTE: Amarelo Fosco

domingo, 17 de janeiro de 2010

I look to You

Whitney Houston



Agora, ela olha para Ele...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Você já Ouviu Falar da Empresa Guardiã da Criança?


Quem Somos
Em meados de 2007, fruto do sonho de seus fundadores Ricardo Magnino e Andréa Magnino de tirar crianças carentes de situações de risco e proporcionar-lhes um futuro melhor através da educação, nasce a ONG LUZ DO MUNDO, organização não-governamental sem fins lucrativos.

Alguns meses depois, através de recursos próprios e de doações, a ONG já contava com 10 salas de aula, cozinha, área de refeições e playground. Surge então aquele que seria seu principal projeto, o CELM – Centro Educacional Luz do Mundo.

A partir de maio/2008, em parceria com empresários brasileiros, a ONG Luz do Mundo, começou a desenvolver um projeto internacional de cooperação com países dos continentes Europeu e Africano, tendo como principal meta a replicação de seu modelo de projeto, visando levar para lá o que já foi experimentado no Brasil e deu certo.

Como Atuamos

Sabedora de que o bem-estar da humanidade depende cada vez mais de uma ação cooperativa, a ONG Luz do Mundo procura através de ações concretas, proporcionar situações que levem à reflexão quanto à necessidade de cada cidadão atuar como agente de transformação na sociedade em que está inserido.

Através do planejamento e implantação de projetos com foco na melhoria da qualidade de vida de crianças, buscamos também beneficiar seus familiares e promover melhorias em seu âmbito social.

Além do CELM, a ONG também está desenvolvendo outros projetos focados no bem-estar das famílias assistidas, como cursos profissionalizantes para as mães, cooperativa de coleta de material reciclável para os pais, atividades esportivo-educativo-culturais para jovens e adolescentes, além de recuperação e reintegração de dependentes químicos.

Seu objetivo é ser o elo de ligação entre aqueles que necessitam de ajuda e aqueles que se predispõem a ajudar, beneficiando um número cada vez maior de pessoas.

Missão:
“Contribuir na criação de condições e oportunidades que possibilitem o desenvolvimento sócio-cultural de crianças e menores carentes.”

Visão:
“Trabalho sério e responsável, buscando que crianças e menores carentes atinjam seu pleno potencial, transformando-os em cidadãos éticos, íntegros e moralmente corretos.”

Valores:
“Ética, transparência, responsabilidade, integridade, comprometimento, respeito à diversidade, autonomia e solidariedade.”

Para Saber Mais Clique Aqui.