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sábado, 18 de julho de 2015

Propostas Teológicas Latino-Americanas e a Tradição Reformacional

Propostas Teológicas Latino-Americanas e a Tradição Reformacional: um Olhar inicial
Por Josué Reichow

Uma breve apresentação da TdL e TMI e os pontos de aproximação e tensão com a tradição reformada.
Para ler o texto na íntegra Clique Aqui.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A Filosofia da Revelação

Assim como Abraham Kuyper anteriormente, também o teólogo neocalvinista Herman Bavinck foi convidado para as Stone Lectures no Seminário de Princeton, nos Estados Unidos, em 1908. O título da apresentação foi A Filosofia da Revelação (The Philosophy of Revelation). Para ler o conteúdo em inglês, Clique Aqui.

sábado, 9 de agosto de 2014

A Teoria Crítica de Herman Dooyeweerd?

Por: Andrew Basden  

Resumo

Jürgen Habermas é um amplo pensador cujas ideias formaram a base filosófica dos Sistemas de Pensamento Crítico (CST). Mas será que a abordagem crítica pode incorporar ideias de outros pensadores, sem abandonar suas raízes habermasianas? O perigo de acrescentar ideias fragmentadas para resolver dificuldades específicas na CST é que o todo vai eventualmente entrar em colapso por causa de inconsistências. Portanto, se queremos importar ideias de outros pensadores, precisamos entender os pontos de concordância e discordância com a Teoria Crítica. Isto requer referência a um conjunto de critérios, embora não necessariamente, de maneira rígida. Este artigo aplica o conjunto de critérios de Klein (2002) para um quadro filosófico das ideias (a do filósofo holandês, Herman Dooyeweerd), para entender o processo de trazer as ideias de um pensador de uma tradição diferente para suportar a abordagem crítica de forma comensurável.

Leia AQUI o texto na íntegra (Em inglês).

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Formando uma Visão Cristã da Tecnologia Computacional

Por: Derek C. Schuurman

A disciplina da ciência da computação está cheia de perguntas com as quais o acadêmico cristão precisa lutar. A tecnologia computacional é parte do potencial latente que Deus colocou na criação e que somos chamados a descobrir e desenvolver. Como consequência da queda, existem distorções no uso e lugar da tecnologia. Como cristãos, somos chamados a rejeitar o tecnicismo em todas as suas formas, e a trabalhar para dar forma à tecnologia de maneira que respondam o chamado de Deus para cuidar da terra e mostrar amor ao nosso próximo.

Leia AQUI o texto na íntegra.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Poder Político e Justiça Social na Filosofia Reformacional de Herman Dooyeweerd

Por: Guilherme Vilela Ribeiro de Carvalho  

Resumo

Entre as dificuldades principais da filosofia política está a relação entre o poder político e a justiça. O filósofo calvinista Herman Dooyeweerd propõe uma solução singular para essa polaridade através de sua análise ontológica da experiência humana e da sociedade. Para Dooyeweerd o poder político só pode realmente ser distinguido de outras formas de poder quando é reconhecida a sua esfera própria de responsabilidade, que seria a administração da justiça pública. Ao mesmo tempo, não haveria uma definição simples de “justiça”, devido à existência de múltiplas esferas de responsabilidade na sociedade. Assim sua teoria social lança uma base definida para o pluralismo social e para uma teoria complexa de justiça que limitaria a esfera de ação do Estado sem negar sua responsabilidade “moral”.

Leia AQUI o texto na íntegra.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Uma apresentação da Crítica da Autonomia da Razão, a partir da filosofia cosmonômica de Herman Dooyeweerd

Por: Josué Klumb Reichow

Resumo

Neste artigo faz-se a apresentação da construção filosófica crítica desenvolvida pelo holandês Herman Dooyeweerd à pretensa autonomia religiosa da razão propagada a partir da modernidade. Nele, apresentam-se as concepções modernas clássicas da relação entre crença religiosa e racionalidade, demonstrando-se como a modernidade cria o conceito de autonomia da razão, relegando a fé à esfera privada. Posteriormente, expõe-se a crítica cosmonômica a essa ideia moderna, mostrando como o autor holandês traz o conceito Bíblico de coração como ponto de integração entre fé e racionalidade, rejeitando o axioma moderno.

 Leia AQUI o texto na íntegra.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A Ciência Explica Tudo?

Programa Academia em Debate com O Prof. Marcos Eberlin:


sábado, 18 de dezembro de 2010

Pontos Decisivos...

Caixa de Ferramentas Bíblicas


Qual é o antídoto para a divisão secular/sagrado? Como ter a certeza de que nossa caixa de ferramentas contém as ferramentas conceituais fun­damentadas na Bíblia para cada assunto que encontrarmos? Temos de co­meçar estando completamente convencidos de que há perspectiva bíblica sobre tudo, não apenas sobre assuntos espirituais. O Antigo Testamento nos fala diversas vezes que "o temor do SENHOR é o princípio da sabe­doria" (Sl 111.10; Pv 1.7; 9.10; 15.33). De modo semelhante, o Novo Testamento ensina que em Cristo "estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência" (Cl 2.3). Interpretamos estes versículos no sentido de sabedoria espiritual, porém o texto não estabelece limitação ao termo. "A maioria das pessoas tem a tendência de ler estas passagens como se dissessem que o temor do Senhor é o fundamento do conhecimento religioso", escreve Clouser."Mas o fato é que fazem afirmação radical — a afirmação de que, de alguma maneira, todo o conhecimento depende da verdade religiosa."

Esta afirmação é mais fácil de entender quando nos damos conta de que o cristianismo não é único sob este aspecto. Todos os sistemas de crença trabalham do mesmo modo. Como vimos, o que quer que um siste­ma proponha como auto-existente é, em essência, o que se considera divino. E esse compromisso religioso funciona como o princípio controlador para tudo o que vem depois. O temor de algum "deus" é o princípio de cada sistema de conhecimento proposto.

Assim que entendermos como o primeiro princípio trabalha, fica claro que toda a verdade tem de começar em Deus. A única realidade auto-existente é Deus, e tudo o mais depende dEle para sua origem e existência contínua. Nada existe separado da sua vontade; nada está fora do escopo dos pontos decisivos centrais na história bíblica: a criação, a queda e a redenção.


Criação

A mensagem cristã não começa com "Aceite a Jesus como Salvador", mas com "No princípio, criou Deus os céus e a terra". A Bíblia ensina que Deus é a fonte exclusiva de toda a ordem criada. Nenhum outro deus concorre com Ele; não existe força natural própria; nada recebe sua natu­reza ou existência de outra fonte. Sua palavra, ou leis, ou ordenanças da criação dão ao mundo ordem e estrutura. A palavra criativa de Deus é a fonte das leis da natureza física que estudamos nas ciências naturais. Tam­bém é a fonte das leis da natureza humana — os princípios da moralidade (ética), da justiça (política), do empreendimento criativo (economia), da estética (artes) e até do pensamento claro (lógica). É por isso que Salmos 119.91 declara:"... tudo está a teu serviço" (NVI). Não há assunto, tema, matéria que seja filosófica ou espiritualmente neutra.


Queda

A universalidade da criação é emparelhada pela universalidade da que­da. A Bíblia ensina que todas as partes da criação — inclusive nossa mente — foram atingidas na grande rebelião contra o Criador. Os teólogos de­nominam isso de o efeito "noético" da queda (o efeito sobre a mente), e subverte nossa habilidade de entender o mundo sem a graça regeneradora de Deus. A Bíblia está repleta de avisos de que a idolatria ou a desobedi­ência voluntariosa a Deus torna os humanos "cegos" ou "surdos". Paulo escreve:"... o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho..." (2 Co 4.4) O pecado literalmente entenebreceu o entendimento (Ef 4.18).

Claro que os não-crentes ainda atuam no mundo de Deus, portam a imagem dEle e são sustentados por sua graça comum, fatos que significam que têm a capacidade de descobrir segmentos isolados de conhecimento genuíno. E os cristãos devem acolher com alegria esses insights. Toda a verdade é a verdade de Deus, como diziam os pais da igreja, que também exortavam os cristãos a "saquear os egípcios" (cf. Ex 3.22),apropriando-se do melhor da erudição secular e mostrando como se ajusta de forma mais apropriada a uma cosmovisão bíblica. Pode haver ocasiões em que os cristãos estejam enganados em algum ponto, e os não-crentes, certos. Não obstante, os sistemas globais de pensamento formados pelos não-crentes serão falsos, pois se o sistema não é construído sobre a verdade bíblica, então o será sobre outro princípio básico. Até as verdades serão vistas pela lente distorcida de uma falsa cosmovisão. Em conseqüência disso, a abor­dagem cristã em qualquer campo precisa ser crítica e construtiva. Não podemos apenas tomar os resultados da erudição secular como se fosse território espiritualmente neutro, descoberto por pessoas cujas mentes estão de todo abertas e objetivas, ou seja, como se a queda nunca tivesse acontecido.


Redenção

Por fim, a redenção é tão abrangente quanto a criação e a queda. Deus não salva apenas nossa alma, deixando nossa mente a funcionar sozinha. Ele resgata a pessoa inteira. A conversão tem o propósito de dar nova direção a nossos pensamentos, emoções, vontade e hábitos. Paulo nos exorta a oferecer nosso "eu" a Deus como "sacrifício vivo", de forma a não sermos conformados com este mundo, mas sermos transformados pela renovação de nossa mente (Rm 12.1,2). Quando fomos remidos, todas as coisas se fizeram novas (2 Co 5.17). Deus promete nos dar "um coração novo" e "um espírito novo" (Ez 36.26), avivando nosso caráter com vida nova.

Isto explica por que a Bíblia trata o pecado, primeiramente, como ques­tão de termos nos afastado de Deus para servir a outros deuses, e, em segun­do plano, destacando uma lista de comportamentos imorais específicos. O primeiro mandamento é, afinal de contas, o primeiro — os demais vêm somente depois que estivermos certos sobre quem ou o que estamos ado­rando. E é por isso que a redenção consiste, de maneira fundamental, em expulsar nossos ídolos mentais para nos voltarmos ao verdadeiro Deus. E quando fazemos isso, experimentamos o seu poder transformador que re­nova cada aspecto de nossa vida. Falar sobre uma cosmovisão cristã é outro modo de dizer que, quando somos redimidos, toda nossa perspectiva de vida é recentralizada em Deus e reconstruída em sua verdade revelada.


Trecho do livro de PEARCY, Nancy. Verdade Absoluta: Libertando o cristianismo de seu cativeiro cultural. Tradução de Luis Aron. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 526 p. (p. 48-51)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Duas Cidades

O projeto do Iluminismo estava em nítida oposição à tradição cristã clássica, que sugeria um ponto de vista de conhecimento (ou epistemologia) muito mais humilde e realístico. Reconhecia que o que contamos como conhecimento é profundamente moldado por nossa condição espiritual. Este discernimento foi mais bem expresso por Agostinho em sua imagem das duas cidades: a Cidade de Deus e a Cidade do Homem. Agostinho não estava falando sobre a divisão entre igreja e Estado, como pensam alguns; falava sobre dois sistemas de pensamento e lealdade. Ajudamos a construir a Cidade de Deus quando nossas ações são inspiradas e dirigidas pelo amor de Deus, sendo oferecidas ao seu serviço. Construímos a Cidade do Homem sempre que nossas ações são incentivadas por amor-próprio e servem de propósitos pecaminosos.
Aplicado à vida da mente, a imagem das duas cidades significa que todos chegamos ao mesmo ponto já possuindo motivação espiritual, a qual afeta o que iremos aceitar como verdadeiro. Longe de sermos folhas em branco, nossa mente está colorida por nossa posição, quer a favor de Deus quer contra Ele. Como declara Romanos 1, ou adoramos e servimos ao verdadeiro Deus ou adoramos e servimos às coisas criadas (ídolos). Os seres humanos são inerentemente religiosos, criados para ter um relacionamento com Deus. Caso o rejeitem, eles não deixam de ser religiosos; apenas encontram outro princípio básico sobre o qual fundamentar a vida.
Na maioria das vezes, esse ídolo é algo concreto, como segurança financeira ou sucesso profissional; em outros casos, é uma ideologia ou conjunto de crenças que substituem a religião. Qualquer que seja a forma que a idolatria tenha, segundo Romanos 1.18, os adoradores de ídolos suprimem ativamente seu conhecimento de Deus, procurando deuses substitutos. Tais indivíduos estão longe da neutralidade no que concerne à religião.
Claro que o cristianismo não é determinista. Ensina que, pela graça de Deus, o indivíduo pode ser iluminado pela verdade divina para curvar-se diante dEle, de modo a ser movido de um lado para o outro, ou seja, transferido do reino das trevas para o Reino de Cristo (Cl 1.13). Isso se chama conversão. Não obstante, em qualquer determinado ponto do tempo, estamos de um lado ou do outro. Sempre estamos interpretando nossa experiência levando em conta a revelação divina ou outro sistema de pensamento. Nosso chamado como cristãos é tirar progressivamente todos os "ídolos" que permaneçam em nossa vida de pensamento, a fim de exercermos cada aspecto de nossa vida como cidadãos da Cidade de Deus.
Nas últimas décadas, esta visão cristã clássica tem recebido apoio de fonte talvez surpreendente. A filosofia da ciência contemporânea rejeita a definição antiga e positivista de conhecimento, a qual considerava os cientistas de jaleco livres de preconceitos e crenças no momento em que entravam no laboratório. Hoje, os filósofos estão muito mais propensos a reconhecer o fator humano ao decidir o que conta como conhecimento do que a admitir que seja impossível abordar os fatos de uma posição filosófica neutra em sua totalidade. Todos encaramos o empreendimento científico como pessoas inteiras, levando ao laboratório uma panóplia de experiências, pressuposições teóricas, crenças pessoais, ambições e interesses socioeconômicos. Estes preconceitos colorem praticamente cada aspecto do empenho científico: o que consideramos digno de estudo, o que espera¬mos encontrar, para onde olhamos e como interpretamos os resultados.
"Todos os fatos estão carregados de teoria", é o slogan na filosofia da ciência hoje em dia. Um pouco exagerado, talvez, mas afirma que até o que consideramos "fato" é influenciado pelas teorias que levamos aos estudos científicos. Sempre processamos dados levando em consideração alguma estrutura teórica que adotamos para entender o mundo.

Trecho do livro de PEARCY, Nancy. Verdade Absoluta: Libertando o cristianismo de seu cativeiro cultural. Tradução de Luis Aron. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 526 p. (p. 43-44)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Ídolo do Iluminismo

Os secularistas reforçam  a mentalidade de divisão (secular/sagrado), afirmando que a teoria deles não espelha qualquer filosofia em particular, que é apenas "o modo como todas as pessoas racionais pensam". Dessa forma, promovem suas próprias opiniões como imparciais e racionais, adequadas à esfera pública, enquanto denunciam as opiniões religiosas como parciais ou preconceituosas. Esta tática tem intimidado os cristãos, fazendo com que eles fiquem na defensiva quanto à nossa crença, atitude que, por sua vez, abala nossa eficácia na cultura mais ampla.
O equívoco jaz em pensar que haja teorias imparciais ou neutras, que não são afetadas por qualquer suposição religiosa e filosófica. Sabemos, claro, que no reino sagrado, cada grupo tem seus próprios pontos de vista religiosos — cristão, judaico, muçulmano, da Nova Era e assim por diante. Todavia, no reino secular, é comum pensar que todos temos acesso a conhecimento neutro, no qual julga-se que os valores religiosos e filosóficos não interferem.
A ironia é que este ideal é produto de uma tradição filosófica em particular. A noção que advoga que é possível esvaziar a mente de todas as pressuposições e comprometimentos religiosos para obter verdades nuas e cruas da "razão" procede do Iluminismo. René Descartes, considerado o primeiro filósofo moderno, expressou-o vigorosamente no século XVII. O modo de encontrar a verdade, disse Descartes, era tirar da mente tudo que se possa duvidar até alcançarmos um fundamento de verdades firmes e asseguradas que não se possa duvidar. Segundo pensava, ele conseguira atingir esse fundamento infalível em seu famoso cogito, ergo sum: "Penso, logo existo". Afinal, mesmo quando estamos duvidando de tudo, ainda estamos pensando; portanto, a coisa mais segura que podemos saber é a existência da questão do pensamento.
A idéia que emergiu foi que, pelo método da dúvida sistemática, a mente humana ou a Razão (com a letra inicial em maiúsculo) pode atingir a objetividade e certeza divinas. Em um de meus cursos de filosofia na faculdade, o professor gostava de dizer que a objetividade é "o modo como Deus vê as coisas". Embora não fosse crente, ele queria dizer que a verdadeira objetividade só pode ser atingida por um Ser que transcenda este mundo e saiba tudo conforme de fato é.A insolência do Iluminismo acha-se no pensamento de que a Razão era esse poder transcendente que provia conhecimento infalível. A Razão tornou-se nada menos que um ídolo, assumindo o lugar de Deus como fonte da Verdade absoluta.
Ironicamente, o próprio Descartes era católico devoto; tinha tanta certeza de que Deus lhe revelara a lógica irrefutável do cogito, ergo sum que prometeu fazer uma peregrinação ao santuário de Nossa Senhora de Loreto, Itália — promessa que cumpriu alguns anos depois. Esse filósofo é exemplo trágico de como a pessoa pode ser cristã sincera e, mesmo assim, promover uma filosofia que com certeza não é cristã. Descartes ajudou a estabelecer uma forma de racionalismo que tratou a Razão não apenas como a capacidade humana de pensar de modo racional, mas como a fonte infalível e autônoma da verdade. A Razão foi vista como depósito de verdades independente de religião ou filosofia.

Trecho do livro de PEARCY, Nancy. Verdade Absoluta: Libertando o cristianismo de seu cativeiro cultural. Tradução de Luis Aron. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 526 p. (p. 42-43)